sábado, 26 de junho de 2010

Histório do RYE (Recherche sur le Yoga dans l'Education)

Cronologia








2014 - Contrato de 5 anos com Ministére de L'Education Nationale da França para treinar professores de toda a rede pública em técnicas de Yoga na Educação com o objetivo de reduzir a violência nas escolas.
NOR : MENE1300339A , ordem de 2013/04/07 , MEN - DGESCO B3-4
2010- 3o. Curso de Formação em Técnicas RYE - Nível 1 em Belo Horizonte
2o. Curso de Formação em Técnicas RYE - Nível 1 em Salvador
2009- 2o.Curso de Formação em Técnicas RYE - Nível 1 em Belo Horizonte
Curso de Técnicas de Relaxamento – Nível 2 em São Paulo
2008- 2o. Seminário de Técnicas RYE em Belo Horizonte,
1o. Seminário de Técnicas RYE em São Paulo e
1o. Curso de Formação em Técnicas RYE - Nível 1 em Salvador
2007- 1o. Seminário de Técnicas RYE em Salvador,
Lançamento do livro “Yoga na Educação” e
1o. Curso de Formação em Técnicas RYE – Nível 1 em BH
2006- 1o. Seminário de Técnicas RYE em Belo Horizonte com presença de Micheline Flak
2002- 1o. Seminário de Técnicas RYE no Brasil, em Florianópolis
2000- Criação do EURYE – União Européia do RYE
1997- Congresso Internacional sobre a Educação do Futuro na UNESCO
1990- As técnicas RYE são ensinadas oficialmente no l'Institut Supérieur de Pédagogie, Paris.
1989- Criação das associações RYE em vários países
1984- Publicação do livro "Des Enfants qui réussissent", de Micheline Flak e Jacques de Coulon
1983- Criação do programa de formação de professores com base em estudo pedagógico e experiência dos professores na França
1978- Fundação do RYE em Paris, França
1973- Primeira experiência de Micheline Flak com yoga em sala de aula

sábado, 24 de abril de 2010

Como tudo começou (baseado em relato de Micheline Flak)

Em 1973, Micheline Flak ensinava Inglês em uma escola parisiense e dava aulas de yoga em suas horas livres. Assim, adquiriu um sólido conhecimento de yoga e descobriu que os bons efeitos das práticas estavam se revelando na sua maneira de ensinar inglês. Ela se questionava, se a formação tradicional para professores estava bem adaptada às necessidades das crianças que ensinava, ou se ocorriam perdas no processo de aprendizagem
Foi aí que ela percebeu que, ao mudar a si mesma, começou a ensinar de maneira diferente, para sua satisfação e de seus alunos. Começou a refletir sobre como o processo cognitivo trabalha e, com base nesta pesquisa, fêz experiências em suas aulas, o que a levou a incorporar técnicas de yoga no seu método de ensinar. E adivinhe? Os alunos amaram! Eles passaram a ver suas lições de inglês de uma forma positiva, resultando num melhor aprendizado e a sala de aula virou um local alegre e agradável.
Após uma palestra no colégio em que lecionava, Collège Condorcet, Paris, os pais ficaram entusiasmados com a apresentação executada pelas crianças e jornalistas pediram permissão para acompanhar as aulas e publicar matérias sobre esta novidade. Foi explicado aos adultos como e porque algumas técnicas foram selecionadas para sala de aula. Eles puderam experimentar em si mesmos os efeitos destas técnicas e concordaram com o prosseguimento do projeto. Em 1979 seu trabalho foi tornado público e disponibilizado para quem desejasse aprender técnicas de yoga para sala de aula. Foi criada uma associação de educadores interessados em pesquisar e aplicar técnicas de yoga com uma base pedagógica.
Hoje, essa associação batizada de RYE – Recherche sur le Yoga dans l'Education (Pesquisa de Yoga na Educação) - uma instituição pedagógica de caráter não lucrativo, fundada por educadores para educadores, combina o currículo escolar padrão com exercícios adaptados da tradição do yoga para desenvolver a concentração, atenção e o relaxamento. Diferente do uso convencional do yoga, as técnicas RYE são especialmente adaptadas para a sala de aula e integradas às matérias ensinadas. Os exercícios são incluídos no processo de aprendizagem, como parte integrante de cada lição, ajudando os alunos a permanecerem atentos, relaxados e receptivos, reduzindo significativamente os níveis de stress do professor e dos alunos, desenvolvendo a atenção, a memória e a confiança.
Atualmente se reconhece que o relaxamento e a visualização melhoram a aquisição dos conhecimentos intelectuais, a concentração, a criatividade e o rendimento nos esportes. São os chamados “caminhos internos de aprendizagem”. Os sentidos sutis são trabalhados para melhorar os resultados escolares. Beethoven acessava um sentido sutil para compor depois de surdo (ele ouvia as notas em seu cérebro). Em suma, o que o yoga nos ensina a por em prática de forma sistemática e gradual.
O professor pode constatar ao longo do dia, a influência das tensões e dos ritmos fisiológicos defasados no comportamento dos alunos, sobretudo suas repercussões na atenção e na memória. Do mesmo modo, pode-se observar com a mesma nitidez o efeito apaziguador e organizador dos exercícios físicos e dos momentos de tomada de consciência da respiração.
O yoga na escola não é uma moda passageira. É uma herança milenar, uma fortuna fabulosa, não deixada por um tio da América, mas por um tataravô do Oriente, talvez um tibetano, indiano ou egípcio; praticada cada vez mais em muitos países do mundo.
RYE se dedica há 30 anos a ajustar e adaptar técnicas de yoga de maneira a melhorar o bem estar do professor e do aluno; e a promover o aprendizado e a criatividade. Os professores são os grandes beneficiados com este método, pois se familiarizam com as práticas, além de experimentarem em si mesmos as técnicas que utilizam com os alunos. O cotidiano da escola é transformado através de atitudes cada vez mais conscientes para um objetivo comum – renovar a si mesmo e a maneira de educar e aprender.